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Jovens da Fundação CASA vão trabalhar na construção civil PDF Imprimir E-mail
Qua, 09 de Dezembro de 2009 11:21

Formandos projetam uma vida digna trabalhando honestamente; futuros instaladores de hidráulica terão carteira assinada e salário de 800 reais por mês

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A difícil tarefa de ressocializar jovens reincidentes, que rondava as unidades da Vila Maria da Fundação CASA no passado, vem ganhando fortes aliados. Na Divisão Regional da Vila Maria, um destes parceiros é a ONG Bem Querer que conseguiu formatar um curso profissionalizante em que os adolescentes já saem empregados.

Isso aconteceu a As palestras foram dadas pelos especialistas da Secretaria de Estado da Saúde realizado em parceria entre a Fundação CASA e a Bem Querer. Desse total de 30 formandos, 20 deles cumpriram ou cumprem medida socioeducativa na CASA.

Os outros 10 são jovens que moram na Vila Maria. Eles se misturaram aos 20 da CASA que, por sua vez, não sofreram nenhuma rejeição dos colegas de curso. “Fomos tratados igualmente por todos que participaram do curso. A minha vida vai mudar para melhor a partir de agora. Não vou mais fazer o que eu fazia antes”, disse, feliz pela oportunidade, um jovem que concluiu o curso e ainda está internado na UI Paulista.

Todos os 30 jovens vão começar a trabalhar com carteira assinada e salário de R$ 800,00 após a conclusão do curso. A empregabilidade  foi possível por conta de um pool de empresas da construção que se associou à CASA e à ONG Bem Querer.

Entre muitas historias dos jovens que participaram desta segunda turma do curso, a de Luiz Paulo, de 18 anos, chama atenção. Ele entrou muito cedo para a vida crime e cumpriu medida socioeducativa de internação na Unidade São Paulo, que faz parte da Fundação CASA. Com uma família toda envolvida na criminalidade, desde o seu pai até os seus irmãos, Luiz decidiu mudar de vida depois de muitas passagens pela Fundação CASA.

Recentemente, ganhou liberdade. E com o curso, um emprego. “Eu dava muito trabalho nas unidades. Chegou um momento, com a ajuda dos funcionários da São Paulo, que eu decidi seguir um novo rumo na minha vida”, comentou o sorridente Luiz. Ele foi um dos alunos mais dedicados do curso. “Eu tenho duas filhas para criar. Tudo o que a vida do crime me deu, hoje, eu não tenho mais nada. Agora, eu só quero trabalhar honestamente para dar um futuro bom para as minhas filhas”.

A esperança de conseguir um emprego digno também ronda a vida de um jovem de 17 anos que ainda está internado na unidade Bela Vista. Ele é um dos novos alunos da próxima turma que vai fazer o curso de Instalador de Hidráulica. O adolescente compareceu a formatura para prestigiar os amigos que estavam se formando. “Vou aproveitar esta chance para não mais decepcionar a minha família. Eu só quero trabalhar e dar alegria para eles”.

Todos esses esforços para dar um futuro melhor aos jovens que erraram algum dia e hoje querem se redimir de seus erros tem a frente desta batalha uma pessoa que todos se orgulham em chamá-la de “mâezona”. É perceptível a emoção quando falam dela. É com muita altivez. Essa pessoa de garra, que nunca desiste de praticar o bem, é a presidente da ONG Bem Querer, Odilene Anitelli.

De sorriso fácil, o qual não nega a ninguém, ela cativa todos em sua volta.  Com uma certa facilidade, todos enchem a boca para chamá-la de mâezona. Desde os mais humildes até os mais favorecidos. Essa figura materna que todos gostariam de ter ao seu lado é predestinada em ajudar ao próximo. Seja ele quem for, pode pertencer a qualquer raça ou credo.

Formatura

Na formatura dos novos encanadores, sempre com um sorriso cativante, Odilene não deixou de cumprimentar ninguém.  Mas quem recebeu mesmo os seus fortes abraços e beijos - abraços e beijos de mãe para filho - foram os jovens da CASA, todos "adotados" pelo carinho da Dona Odilene.

Durante a cerimônia de entrega dos certificados do curso, a presidente da Fundação CASA, Berenice Giannella, disse que essa mudança no trato com os jovens reincidentes da Capital só foi possível graças aos “meninos e as meninas de ouro da Vila Maria”. Uma expressão carinhosa que se referiu aos profissionais que atuam em todas as áreas da DRM – V.

No final de seu discurso, a presidente Berenice Giannella também disse algumas palavras motivadoras aos adolescentes. “A vida é feita de sacrifício. As grandes vitórias só acontecem depois de muita luta. Aos adolescentes que se formaram, ouso em dizer que esta oportunidade é única para vocês. Então, aproveitem”.

Curso de Instalador de Hidráulica

Desde a primeira turma, o curso é realizado graças a uma parceria entre a sociedade civil, empresas privadas e a Fundação CASA. A ONG Bem Querer é quem entra em contato com empresas chamando-as para participar do projeto. O 2º curso de Instalador de Hidráulica teve a duração de dois meses - começou em outubro e terminou em novembro.

Os futuros encanadores, que participaram do curso, são internos e egressos das unidades São Paulo, Abaeté, Bela Vista, Ouro Preto, Nova Vida, Paulista, Itaquá, Casa Itaquá e Semiliberdade Alvorada. Todas da Divisão Regional da Vila Maria. Até agora, 45 adolescentes se formaram no curso de encanador.

A grade curricular conta com aulas teóricas e práticas. Nas aulas práticas, os adolescentes montaram encanamentos de banheiros em uma obra de uma construtora, na Zona Sul de São Paulo. As aulas teóricas foram feitas numa sala de aula da divisão regional.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa da Fundação Casa

Última atualização em Seg, 03 de Maio de 2010 19:22
 

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